Vinho, inventores e transportes
http://scienceblogs.com.br/podeimburana/2012/05/vinho-inventores-transportes/
Vinho, inventores e transportes
http://scienceblogs.com.br/podeimburana/2012/05/vinho-inventores-transportes/
Não é só célula que Szostak constrói. Deem uma olhada onde que eu o encontrei, em um ensolarado domingo em Cambridge.
http://scienceblogs.com.br/podeimburana/2012/04/recria-vida-cria-catapulta/
O Pó de Imburana começou em março de 2010 no tumblr e migrou hoje para a plataforma do ScienceBlogs Brasil. Estou muito feliz com a oportunidade de participar de uma rede de blogs de ciência, mas o Pó seguirá por aqui também. O Pó lá e cá serão conectados.
Aí vai o post de estreia na nova casa (aqui).

Minha tentativa de fazer arte.
O monstro da foto abaixo, carinhosamente batizado de Cocuruto, foi criado pela minha filha Carol no mês passado durante um workshop no Media Lab (MIT).
Ela passou um fim de semana cercada de tecidos, feltros, agulhas, linhas condutoras, luzes, motores e sensores, aprendendo noções de programação - usando o ModKit - para construir uma criatura que respondesse aos comandos por ela imaginados. De acordo com o nível de pressão nas orelhas do Cocuruto, ele treme.

Monstro criado e costurado durante workshop no Media Lab (MIT).
Organizado pela pesquisadora Leah Buechley e voltado aos estudantes do ensino fundamental e médio, o workshop “monstros interativos” faz parte de um estudo que tem como objetivo entender como novas ferramentas que mesclam tecnologia e artesanato podem impactar a aprendizagem e engajamento de alunos em trabalhos manuais, arte, ciência, tecnologia e engenharia, segundo consentimento que assinei autorizando a participação da Carol.
Leah, líder do grupo High-Low Tech (aqui), vem trabalhando com a ideia de que há diferentes maneiras de ajudar variados grupos de pessoas a se apaixonar por tecnologia, por criar e construir, ao invés de consumir. Ela é graduada em física e fez seu mestrado e doutorado em ciências da computação.
Colocando tecnologias em lugares inesperados e em novos contextos como papeis, tecidos, cerâmica, roupas etc, Leah tem acompanhado o uso criativo, em diversos locais do mundo, dos kits criados em seu laboratório.
Os exemplos são vastos (aqui) e vão desde vestido bordado com detectores que acendem de acordo com o nível de monóxido de carbono no ambiente (e fashion ainda!), passando por escultura de cerâmica pintada com tintas condutoras que acendem seguindo o padrão determinado pelo artesão e esculturas de papel com módulos eletrônicos que brilham.
Com as ferramentas corretas, novos grupos de pessoas podem participar de atividades onde a tecnologia está envolvida, disse Leah no vídeo abaixo.
Onde achar o material necessário para a costura tecnológica:
http://www.sparkfun.com/commerce/categories.php?c=135
Tutoriais online:
Emily’s E-Sewing guide: http://web.media.mit.edu/~emme/guide.pdf
High-Low Tech tutorials: http://hlt.media.mit.edu
Other great tutorials: http://www.instructables.com/
Hannah’s How To Get What You Want site: http://www.kobakant.at/DIY/
Onde compartilhar projetos online:
LilyPond: http://lilypond.media.mit.edu/
Flickr group: http://www.flickr.com/groups/lilypad_arduino/
Desejo aos leitores do “Pó” um instigante, próspero e excepcional 2012.
Que possamos, juntos, descobrir as pequenas belezas desse mundão, como o floco de neve fotografado acima pelo jovem TJ Wasserman (região de Boston, Dezembro 2011).
PS: TJ é amigo da Carol, minha filha mais velha.
De tempos em tempos, um grupo de cientistas/pesquisadores/estudantes brasileiros que moram em Boston se reúne para:
- conhecer o que nossos compatriotas estudam, pesquisam, criam;
- estabelecer rede de contatos;
- discutir temas de interesse comum.
Durante o nosso último encontro, que aconteceu no dia 2 de dezembro, contamos com a participação de brasileiros que estão atualmente no MIT, Harvard, Tufts e Boston University.
Nossos palestrantes foram: Renato Mikio (Engenharia), Jonilson Berlink (Imunologia) e Anna Penido (Jornalista). Aí vai o vídeo (o primeiro de uma série, assim espero):
Pesquisador@s brasileir@s em Boston - vídeo 1 from Pó de Imburana on Vimeo.
(texto publicado originalmente no blog da Sociedade Brasileira de Imunologia)
O casal que sentou ao meu lado para assistir à palestra do Carl Zimmer na última quarta-feira (13) estava orgulhoso de ver a tatuagem de seu filho publicada no livro Science Ink, produção mais recente do aclamado divulgador de ciência.
O Sr imediatamente me pediu que abrisse o livro na página 105, onde aparece uma escada de DNA – reprodução de uma eletroforese - estampada no braço de Ben Ewen-Campen, aluno de pós-graduação em Biologia Evolutiva na Universidade de Harvard.

Pedi um autógrafo, claro.
Zimmer começou sua apresentação no Museu de História Natural de Harvard dizendo que qualquer aspecto da vida o fascina e que “há várias maneiras de ensinar biologia e ciência em geral”.
Além de ter escrito vários livros de divulgação científica, Zimmer participa de programas de rádio, publica com frequência no New York Times e é blogueiro (aqui).
Em sua constante interação com cientistas, certo dia ele reparou uma tatuagem no ombro do neurocientista Sandeep Robert Datta (aqui): um trecho de DNA que codifica as inicias de sua esposa (EEE). “Isso é que é amor geek”, disse Zimmer.
Em seguida ele lembrou de outros cientistas tatuados e resolveu publicar em seu blog uma foto da tatuagem de Datta. A partir daí, Zimmer começou a receber mensagens de cientistas do mundo inteiro contando sobre suas tatuagens e resolveu, há pouco mais de um ano, organizá-las em um livro, publicado no mês passado pela Sterling New York.
A ideia é usar as tatuagens e suas histórias como mais uma ferramenta de divulgação científica. As imagens vêm acompanhadas de uma breve e interessante descrição do conceito científico ali estampado, divididas nos seguintes blocos temáticos: matemática, física, química, astronomia, ciências da terra, DNA, Darwin, paleontologia, evolução, história natural, humanidades e neurociência.
Seguem alguns exemplos: fórmula da serotonina (“meu neurotransmissor favorito”), extinção dos dinossauros, bicos dos tentilhões como tributo ao Darwin, muita física quântica, muito DNA, e por aí vai. Consegui achar um brasileiro no livro, o geneticista Dônovan Ferreira Rodrigues. Rodrigues tatuou em suas costas a famosa frase de Isaac Newton: “se vi mais longe foi porque me apoiei sobre ombros de gigantes”.
Galerias de imagens estão disponíveis aqui e aqui.
Algum imunologista leitor do blog tem tatuagem reverenciando a ciência?
Qual tatuagem imunológica vocês fariam? Eu estamparia na minha pele uma versão simplificada e estilizada da recombinação VDJ, o lindo fenômeno que despertou o meu interesse pela imunologia nos tempos da graduação.

Parece um arranjo de flores, mas são grupos de células humanas neurais derivadas de células-tronco de pacientes com Síndrome de Timothy, condição caracterizada por sintomas de autismo, epilepsia e outros fenótipos não neurológicos.
As células vermelhas são os primeiros progenitores neurais (formam o lúmen dos ventrículos). As células azuis são progenitores neurais mais “velhos”, migrando para fora, e as verdes são progenitores intermediários, particularmente abundante nos seres humanos e outros primatas. Foi o que me disse Ricardo Dolmetsch, professor de Stanford, líder do estudo que virou capa da edição atual da Nature Medicine (aqui).
Eles mostraram que uma mutação que causa a Síndrome de Timothy afeta o destino dos neurônios no córtex do cérebro.
Curiosidade: a biografia do colombiano Dolmetsch é hilária (aqui).
Bem que a guarda costeira norte-americana avisou para os curiosos ficarem longe do grupo de baleias que se instalou na costa da Califórnia (Santa Cruz). Crédito: AP Photo/Paul Schraub